Mario Cordero ganha no Malhão e ascende à liderança

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A tarde desta sexta-feira reservou uma das etapas mais aguardadas da 30ª edição da Volta ao Concelho de Loulé. A 3ª tirada ligou Quarteira ao mítico Alto do Malhão, num percurso curto mas explosivo, com 73,7 quilómetros e 1647 metros de desnível acumulado, onde a montanha teve papel determinante na definição dos homens fortes da classificação geral.

Depois do contrarrelógio individual da manhã, os corredores voltaram à estrada para mais um esforço exigente, numa etapa que teve início simbólico no Passeio das Dunas, em Quarteira. O pelotão partiu compacto, com ritmo vivo desde os primeiros quilómetros e atenção redobrada nas movimentações iniciais.

A primeira Meta Volante surgiu em Almancil, aos 9,8 km, e foi discutida ao sprint, com vitória de Kilson Rodrigues (DunasVale/Pereira&Gago), que somou pontos importantes na classificação.

Ao km 23, após várias tentativas de ataque, destacaram-se na frente Daan Dijkman (Hagens Berman Jayco Cycling Team) e Eric Igual (Picusa Academy | Grupo Desportivo Cortizo). A fuga ganhou algum espaço e foi Daan Dijkman quem levou a melhor na primeira contagem de montanha, de 2.ª categoria, localizada na Soalheira aos 26,2 km.

No entanto, pouco depois do prémio de montanha, o pelotão reagiu e anulou a fuga, relançando a dinâmica da corrida. Seguiu-se uma nova ofensiva, com destaque para Bruno Silva e Gonçalo Santos (Landeiro | KTM | Matias&Araújo) e Mario Cordero (Electromercantil GR-100), que se isolaram na frente da corrida.

A segunda Meta Volante, em Boliqueime (km 36,4), foi conquistada por Gonçalo Santos, mas o azar bateu à porta: uma avaria obrigou o dorsal 34 a parar sendo depois alcançado pelo pelotão. Permaneceram então destacados Bruno Silva e Mario Cordero, que ao km 45 já contavam com mais de um minuto de vantagem sobre o pelotão.

Na subida à Picota, um prémio de montanha de 1.ª categoria, foi Bruno Silva quem passou na dianteira, mostrando força em terreno exigente. Contudo, pouco depois, o azar repetiu-se para a formação de Roriz, Barcelos, tendo Bruno Silva furado e perdendo assim o contacto com a dianteira.

Ficava isolado na frente Mario Cordero, que ia resistindo à dureza do percurso e ao desgaste acumulado. Ao km 61, a equipa do camisola amarela, Picusa Academy | Grupo Desportivo Cortizo, assumia o controlo do pelotão, que se encontrava a 3 minutos do fugitivo.

Mario Cordero coroou uma exibição memorável com vitória isolada no Alto do Malhão, cruzando a meta ao fim de 1h59m13s. A chegada à mítica subida algarvia voltou a honrar o seu estatuto, com os últimos dois quilómetros a provocarem diferenças significativas.

A discussão pelos lugares seguintes ficou reservada aos melhores trepadores do pelotão. O segundo lugar foi para Daan Dijkman (Hagens Berman Jayco Cycling Team), com Aitor Martinez (Team Polti | Visit Malta | Fundacion Contador) a fechar o pódio da etapa. Ambos terminaram a 2 minutos e 18 segundos do vencedor.

Como esperado, o Malhão provocou uma verdadeira reviravolta na classificação geral. Mario Cordero assumiu a camisola amarela, com 26 segundos de vantagem sobre Dijkman e 39 segundos sobre Martinez. Junta assim à vitória da etapa, a liderança da geral individual e da geral da montanha.

O anterior líder, Omer Ramon, cedeu tempo, mas mantém a camisola verde da classificação por pontos.

Na juventude, Aitor Martinez recuperou a liderança e veste agora a camisola branca como melhor júnior de 1.º ano.

Bruno Silva, pela sua presença ativa em fuga e o esforço até ao infortúnio, foi distinguido com o Prémio da Combatividade.

Por equipas, a Electromercantil GR-100 venceu a tirada, mas quem passou para o comando da geral coletiva foi a Hagens Berman Jayco Cycling Team, que continua a demonstrar consistência e ambição nesta edição.

Este sábado, realiza-se a 4ª e última etapa da prova. A chamada etapa rainha com 110,1 km com partida e chegada a Loulé, vai levar os corredores a Alte, Salir, Malhão de S. Romão, Javali, Barranco do Velho e à temível subida final a Tôr, com os seus 10% de inclinação. Uma etapa com três contagens de montanha, duas delas de 1.ª categoria, ditarão o vencedor da edição 30 da prova Louletana.

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