Crónica: “Tempo canhão”
Neste fim de semana, mais concretamente no sábado, tive a oportunidade, como muitos de vocês, de me estrear nas visitas à Zambujeira do Mar. Gostei do que vi! Mar, belas colinas e uma boa mesa… Talvez no verão uns dias de descanso por estes lados… ou então no final da época!
Relativamente às bicicletas e mais concretamente do contrarrelógio individual há certas coisas que saltam à vista dos mais atentos. Beatriz Lopes, Andreia Alves, Daniela Reis e Natália Mendes estão a atravessar um bom momento de forma. Não escrevo isto só porque acabaram por vencer, mas pela forma impetuosa como acabaram por bater a concorrência com maior ou menor facilidade. No caso da Beatriz é o regresso a outros momentos altos depois de falhado o objetivo “nacional de pista”. Das elites fico com pena de não lhes poder proporcional imagens do seu contrarrelógio, mas o facto do percurso ser distinto do traçado das juniores femininas acabou por ditar esse desfecho. Fica a ressalva e a promessa que da próxima tudo farei para vos compensar!
Passando agora para os juniores masculinos que estavam já a desesperar (mas primeiros as senhoras) há também notas de destaque!
A primeira é que a formação do Cartaxo esteve como peixe na água, não estivesse-mos perto do mar. Colocar três corredores entre os quatro melhores tempos não é coisa fácil com tamanha concorrência que existe entre os juniores. A parar essa supremacia laranja este Ivo Oliveira que acabou por registar o segundo melhor tempo da prova.
Fiz questão, como devem ter reparado, de arrancar com o último a partir e líder do ranking: Tiago Antunes. Durante os 23,4 quilómetros fui saltando entre os cinco melhores classificados da Taça e consequentemente os últimos cinco a partir para a estrada. Não tinha qualquer referência quanto aos melhores tempos até ao momento, mas ao ver as pedaladas do Tiago e do Ivo dava para ver que seguiam numa velocidade acima da dos colegas. Fiz questão de tirar tempos e confirmei essa mesma rapidez e supremacia.
O Tiago confirmou mais uma vez o seu bom momento e o seu à vontade para manobrar a “cabra” não tivesse ele sido campeão nacional de CR no ano transato, na altura ainda no escalão de cadetes.
O Ivo esteve a um bom nível mas incapaz de superar os 31 minutos e 24 segundos do cartaxeiro. Nem era necessário mas a prova de que o Ivo fez um bom registo é que a par do Tiago foi o único a rodar no minuto 31.
Ainda antes de fechar quero aproveitar para deixar uma sugestão aos atletas! Peçam para treinar mais vezes nas “cabras”. Se vi ciclistas que parecem moldar-se às bicicletas como são os casos do Tiago Antunes, Ivo Oliveira, Gonçalo Carvalho, Hugo Filipe, André Ramalho, Jorge Magalhães, Sebastião Ramos, Marvin Sheulen entre muitos outros também não é menos verdade que vi atletas que precisam de rever o seu posicionamento nas bicicletas, isto se querem ver melhorada a sua aerodinâmica e consequente performance.
De qualquer das formas estamos a falar do primeiro contrarrelógio para alguns destes atletas, eventualmente do segundo, por isso há muito para evoluir até chegar aos “tempos canhão”. Não podem é parar agora o “tanque”. Aproveitem os poucos dias para passearem a “cabra” porque em Loulé volta a haver contrarrelógio.


