AC minho recebe primeira prova de ciclismo com policiamento comparticipado
O 12º Circuito de Palmeira / Prémio Peixoto Alves, a disputar no próximo domingo em Braga, será a primeira prova de ciclismo de estrada a beneficiar da comparticipação do Estado com os custos do policiamento. A Associação de Ciclismo do Minho (ACM), que organiza a atividade desportiva, liderou o movimento que exigia a eliminação da discriminação das modalidades praticadas na via pública no acesso aos apoios do Estado concedidos através de verbas dos jogos sociais.
O ciclismo nunca teve direito aos apoios do Estado porque a legislação apenas contemplava as modalidades praticadas em recintos desportivos, tendo sido publicado em outubro de 2012, na sequência das diligências da ACM, um novo regime de policiamento que passou a incluir as atividades realizadas na via pública.
Depois da publicação, no dia 14 de março de 2014, do despacho de definição dos critérios de repartição das verbas do policiamento, o Conselho Técnico para o Policiamento de Espetáculos Desportivos aprovou na passada quarta-feira a relação das atividades desportivas realizadas na via pública abrangidas pelos apoios, estando, entretanto, prevista para junho a entrada em funcionamento da plataforma informática de requisição de policiamento de espetáculos desportivos.
Deste modo, modalidades como o ciclismo passam finalmente a aceder às verbas provenientes dos jogos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para financiar o policiamento desportivo, em igualdade de circunstâncias com as modalidades praticadas em recintos desportivos.
“Foi uma batalha dura e difícil que a ACM conduziu e empreendeu em representação do ciclismo nacional, tendo valido a pena acreditar, lutar e persistir”, afirmou José Luís Ribeiro, presidente da ACM, fazendo questão de salientar que “foi com este Governo que o problema foi resolvido e não com qualquer outro que esteve anteriormente em funções, desde 1992, e que também poderia ter eliminado a desigualdade no acesso aos apoios do Estado”.
Para o dirigente minhoto, “finalmente foi feita justiça e eliminada a discriminação do ciclismo”, destacando a “sensibilidade e o contributo para a resolução do problema do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, do Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, do anterior titular da pasta do desporto Alexandre Mestre e dos deputados Altino Bessa e Agostinho Lopes, entre muitos outros que se associaram e deram o seu contributo”.
“Depois de anos e anos a lutar contra a discriminação do ciclismo, a pagar os elevados custos do policiamento e a sermos desprezados pelo poder político, conseguimos finalmente que o ciclismo amador fosse incluído no regime de policiamento de espetáculos desportivos e de satisfação dos respetivos encargos”, afirmou José Luís Ribeiro defendendo que “ a resolução deste problema é um legado deste Governo mas também um legado da ACM”.
“Determinou o destino”, acentua o dirigente minhoto, “que o Circuito de Palmeira fosse a primeira prova a nível nacional a beneficiar da comparticipação para o policiamento, uma coincidência interessante porque Palmeira foi palco dos maiores protestos que desenvolvemos contra a discriminação do ciclismo no acesso aos apoios do Estado”. “O Circuito de Palmeira assinalará um virar de página, um marco que se tornará histórico no ciclismo nacional. Acreditamos que o resultado do esforço empreendido pela ACM será uma importante alavanca para o desenvolvimento do ciclismo, competindo agora à modalidade corresponder positivamente e promover ativamente esse mesmo desenvolvimento”, referiu José Luís Ribeiro.


